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Quinta-feira, 27 de Agosto 2026
Policial

Casal é preso por suspeita de aplicar golpe do 'bombeiro mirim' em só menos quatro estados, incluindo MT

Apenas as primeiras atividades eram realizadas e, conforme as investigações, após um tempo de curso, os golpistas sumiam levando todo o valor pago

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Casal é preso por suspeita de aplicar golpe do 'bombeiro mirim' em só menos quatro estados, incluindo MT
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Um casal foi preso pela Polícia Civil na última sexta-feira (17), em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, por suspeita de aplicar golpes. Eles fazem parte de uma associação criminosa que vendia um curso de ‘bombeiro mirim’ ou ‘bombeiro legal’ para crianças e adolescentes, mas não realizavam as aulas.

Pais de alunos, vítimas do golpe, foram identificados em Mato Grosso — Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste e Cuiabá, além de Sorriso —, Brasília, Minas Gerais, São Paulo e Rondônia.

De acordo com a delegada Jéssica Assis, que está à frente do caso, o casal atuava por meio de uma empresa chamada Factec, que publicava anúncios sobre o suposto curso destinado a crianças e adolescentes.

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Para dar mais veracidade ao caso, segundo a delegada, os suspeitos alugavam salas comerciais na cidade, onde as aulas seriam realizadas. Porém, apenas as primeiras atividades ocorriam e, após um tempo de curso, que deveria durar seis meses, os golpistas sumiam levando todo o valor pago pelas famílias.

Os suspeitos ainda utilizavam CPNJs (Cadastros Nacionais da Pessoas Jurídicas) que, muitas vezes, constavam como inaptos no site da Receita Federal e, conforme os pais iam contestando, novos números eram encaminhados, apontam as investigações.

Ao todo, foram 23 CNPJs diferentes, todos de fora de Mato Grosso e que tinham como sede terrenos baldios.

Conforme demonstraram as investigações, os suspeitos divulgavam o curso gratuito na internet, mas cobravam taxas de até R$ 900, que seriam destinadas para pagar os materiais e uniformes utilizados pelos alunos durante o suposto curso.

A polícia constatou que muitas vítimas realizavam até empréstimos para conseguir pagar o curso, que não era realizado.

FONTE/CRÉDITOS: Primeira página

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