Uma adolescente de 16 anos foi vítima de sequestro, cárcere privado e violência sexual na tarde de segunda-feira (27), em Rondonópolis. O suspeito, que se apresentou como motociclista de aplicativo, foi preso pela Polícia Militar poucas horas após o crime.
Conforme o boletim de ocorrência, a jovem trabalha em uma empresa e havia sido enviada até uma agência dos Correios, na região do Jardim Santa Marta, para realizar a entrega de uma encomenda. Ao terminar o serviço, ela perdeu o ônibus que utilizaria para retornar ao trabalho.
Foi nesse momento, por volta das 13h, que o suspeito se aproximou, dizendo ser motociclista de aplicativo, e ofereceu uma corrida. A adolescente contou que, diante da insistência do homem, aceitou o transporte.
Em vez de seguir para o destino informado, porém, ele passou a circular por diferentes ruas da cidade, mantendo a vítima contra a vontade dela por cerca de duas horas. Ela só foi liberada por volta das 15h40, nas proximidades do bairro Sagrada Família.
Durante o trajeto, conforme relato da adolescente à polícia, o suspeito praticou diversos atos de violência sexual. Ela afirmou que o homem passou as mãos em suas partes íntimas e, utilizando a encomenda que ela transportava como forma de dificultar qualquer reação, a constrangeu a tocar seu órgão genital.
Mesmo sob forte abalo emocional, a vítima conseguiu gravar discretamente imagens do suspeito e da motocicleta, registrando as características do veículo e a placa. Com essas informações e auxílio de imagens do sistema Vigia Mais, equipes do 5º Batalhão da Polícia Militar iniciaram diligências e localizaram o homem em um estabelecimento comercial na Avenida Rotary Internacional.
No local, os policiais encontraram uma motocicleta com as mesmas características registradas pela adolescente. O suspeito foi reconhecido pela vítima e recebeu voz de prisão, sendo encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia para as providências cabíveis. A motocicleta utilizada na ação foi apreendida e removida ao pátio credenciado.
Ainda conforme a Polícia Militar, o preso possui antecedente criminal por importunação sexual, registrado em 2025. O caso passa a ser investigado pela Polícia Civil.