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Quinta-feira, 27 de Agosto 2026
Policial

Após 19 dias, polícia penal decide suspender greve em MT

Após 19 dias, polícia penal decide suspender greve em MT

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Após 19 dias, polícia penal decide suspender greve em MT
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Após 19 dias, os policiais penais resolveram suspender temporariamente a greve no sistema penitenciário de Mato Grosso. A decisão foi tomada durante a Assembleia Geral Extraordinária, realizada na tarde desta segunda-feira (3). Os servidores haviam suspendido os serviços não essenciais nos presídios há cerca de 3 semanas para protestar contra a defasagem na remuneração da categoria.

De acordo com o Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário (Sindspen), a pausa na greve será de 2 dias, a partir das 7h desta terça-feira (04) e vai até dia 5 de janeiro. Durante a "trégua", os servidores pretendem realizar uma reunião com o governador Mauro Mendes (DEM) para negociar um possível reajuste.

Caso contrário, os policiais penais devem retomar a greve. Segundo o presidente do Sindspen-MT, Amaury Neves, a decisão de flexibilizar a paralisação sinaliza que a categoria está disposta a negociar com o Poder Executivo. Já o deputado estadual João Batista (Pros) acredita na possibilidade de acordo entre as partes.

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O parlamentar esteve à frente do Sindspen-MT por uma década e têm sido um dos interlocutores da categoria junto ao governo do Estado. “Estivemos semana passada com o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, que reiterou que o governo não dialoga com grevistas. Agora, com a pausa na greve, é o momento do diálogo”, afirma.

Uma nova assembleia já foi marcada para próxima quarta-feira (5), as 16 horas.


Greve
Os policiais penais de Mato Grosso estão paralisados desde o dia 16 de dezembro. Atualmente, eles somam atualmente 2,8 mil servidores, lotados em 46 unidades prisionais do Estado.


A categoria cobra pela valorização da policial penal, que segundo eles, tem o menor salário da Segurança Pública do Estado e um dos menores do país. Eles exigem a recomposição na remuneração dos últimos 10 anos e um plano gradativo de equiparação salarial junto às demais forças da segurança pública.

Nesses 19 dias de paralisação, o sindicato já teve decisões judiciais desfavoráveis sobre a greve, com direito à multa para os dirigentes e para os servidores que se recusaram a receber presos. No entanto, a categoria permaneceu irredutível e manteve a greve.

FONTE/CRÉDITOS: GAZETA DIGITAL

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