O desembargador Paulo da Cunha revogou, nesta sexta-feira (28), a prisão preventiva dos secretários investigados por desvio de dinheiro em Ribeirão Cascalheira , a 893 km de Cuiabá. No entendimento do magistrado, os investigados, que foram presos na última quinta (27) , não trariam ameaças às investigações e, por isso, foram liberados e devem seguir algumas medidas cautelares.
De acordo com o advogado Leonardo da Mata, a partir da decisão, quatro dos cinco presos investigados durante a Operação ‘Tanque Cheio’, foram soltos, sendo eles: os secretários de Finanças e Obras (que seriam, respectivamente, marido e irmão da prefeita), o responsável pelo abastecimento dos veículos da prefeitura (outro irmão da prefeita) e o chefe do Departamento de Compras.
O secretário de Saúde da cidade também havia sido preso preventivamente durante a 2ª fase da Operação. Porém, até o momento,o não conseguiu contato com a defesa dele.
Segundo o delegado Flávio Leonardo Santana Silva, que está à frente do caso, eles teriam tentado destruir provas dos crimes e influenciar possíveis testemunhas durante a 1ª fase das investigações, em março deste ano.
Ainda de acordo com o delegado, eles chegaram a trocar os aparelhos celulares e chips telefônicos dias antes do início das ações policiais. Com isso,
Contudo, nessa sexta-feira, o desembargador Paulo da Cunha decidiu pela soltura dos investigados. A prisão, segundo o magistrado, seria uma medida extrema, pois a suposta troca de aparelhos telefônicos – principal razão da prisão, seria anterior ao afastamento dos suspeitos de seus cargos e não teriam ligações com a ordem de prisão.
Apesar da soltura, os investigados terão que cumprir medidas cautelares. São elas:
Restabelecimento do afastamento cautelar anteriormente decretado na
comarca de origem;
Proibição de manter contato com as testemunhas;
Proibição de frequentar a Prefeitura do Município e as repartições/secretarias relacionadas aos fatos apurados.
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