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Domingo, 08 de Novembro 2026
Policial

Polícia Federal é atacada a tiros em terra indígena entre Mato Grosso e Rondônia.

Operação na Terra Indígena Sete de Setembro terminou com um suspeito preso, veículos inutilizados e 14 toras de madeira destruídas; ninguém ficou ferido no ataque..

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Polícia Federal é atacada a tiros em terra indígena entre Mato Grosso e Rondônia.
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Uma equipe de fiscalização formada por agentes da Polícia Federal (PF), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foi atacada a tiros na sexta-feira (6), após uma operação contra a extração ilegal de madeira na Terra Indígena Sete de Setembro, área que abrange Cacoal (RO) e Rondolândia (MT).

O ataque ocorreu quando os agentes deixavam a região. No trajeto, a equipe encontrou a estrada bloqueada por árvores derrubadas. Em seguida, foram realizados disparos de arma de fogo contra os servidores. Ninguém ficou ferido.

A ação foi realizada durante a Operação Lenha Fria, que resultou na prisão em flagrante de uma pessoa suspeita de explorar ilegalmente recursos florestais em terras públicas.

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Durante a fiscalização, os agentes localizaram um trator e duas motocicletas utilizados na retirada ilegal de madeira. Os veículos foram inutilizados pelo Ibama, que também destruiu 14 toras encontradas na área.

Além disso, foram apreendidos uma motosserra, dois aparelhos celulares e uma antena de internet via satélite.

Área indígena é alvo de fiscalização

A Terra Indígena Sete de Setembro é tradicionalmente ocupada pelo povo indígena Paiter Suruí. Por se tratar de área pertencente à União, a exploração de madeira sem autorização pode configurar crime de competência da Justiça Federal.

A pessoa presa foi autuada em flagrante por exploração econômica ou desmatamento de floresta em terras de domínio público sem autorização, conforme o artigo 50-A da Lei nº 9.605/1998. A legislação prevê pena de dois a quatro anos de reclusão, além de multa.

A Polícia Federal também deverá investigar os disparos contra a equipe de fiscalização para identificar os responsáveis pelo ataque.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO.

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