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Sexta-feira, 28 de Agosto 2026
Policial

PF mira grupo que movimentou R$ 5 milhões com ouro ilegal.

DOIS SÃO PRESOS.

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
PF mira grupo que movimentou R$ 5 milhões com ouro ilegal.
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Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (28), a Operação Arcanjo, para desarticular uma organização criminosa investigada por comprar, transportar e comercializar ouro de origem ilícita. O grupo teria negociado aproximadamente 17,3 quilos do minério e movimentado mais de R$ 5,2 milhões em recursos relacionados às operações investigadas.

Ao todo, os policiais cumprem 22 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, além de Campo Grande (MS) e São José do Rio Preto (SP).

Segundo a investigação, a organização atuava em diferentes etapas da cadeia do ouro, envolvendo fornecedores, operadores financeiros, intermediários, transportadores e compradores.

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O esquema teria início na região de Poconé, onde o minério era adquirido de garimpeiros que atuavam de forma ilegal. Os pagamentos eram realizados pelo núcleo financeiro do grupo, inclusive com o uso de contas bancárias de terceiros para dificultar o rastreamento da origem e do destino dos valores.

Após a aquisição, o ouro era levado para São José do Rio Preto, onde era recebido e mantido em um estabelecimento utilizado para a custódia e posterior comercialização do minério.

Na cidade paulista, o ouro era intermediado até chegar aos compradores finais, completando o ciclo de circulação e venda do material.

As investigações também identificaram mecanismos que, segundo a PF, eram utilizados para ocultar e dissimular os valores obtidos com as negociações. Parte do dinheiro era pulverizada por meio de transferências eletrônicas e saques de grandes quantias em espécie.

A análise financeira permitiu aos investigadores reconstruir parte da estrutura e da dinâmica do grupo criminoso, apontando a participação de diferentes integrantes em funções específicas dentro do esquema.

Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa, além de outros delitos que possam ser identificados durante o avanço das diligências.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO.

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