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Terça-feira, 22 de Setembro 2026
Policial

Operação prende policial com celulares na caixa de bombom em presídio

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Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Operação prende policial com celulares na caixa de bombom em presídio
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Operação Escariotes, da Polícia Civil, cumpre buscas e faz prisões em cidades de Mato Grosso, na manhã desta quinta-feira (12). Entre os presos, está um policial penal que tentava entrar com celulares escondidos em uma caixa de bombom em uma unidade prisional de Várzea Grande.

 

 

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Ao todo, são 30 ordens judiciais, entre busca e apreensão e prisão, nas cidades de Sorriso, Sinop, Cuiabá e Várzea Grande. O objetivo é desarticular o núcleo de uma organização criminosa envolvida em delitos de tráfico, extorsão, corrupção ativa, passiva e introdução ilegal de telefones nos presídios. Os alvos atuam no bairro São José de Sorriso.

 

 

 

Delegado Bruno França comanda a investigação, que começou após a morte de Jonathan Kelvin Santos Fernandes, 20, em março. Foram identificados 18 faccionados envolvidos no crime e na hierarquia da facção.

 

 

 

O policial penal foi identificado na investigação. Ele levava os celulares a mando da liderança da facção. Ele já era um dos alvos da operação e quando foi preso, as equipes encontraram vários celulares dentro de uma caixa de bombom.

 

 

 

As investigações demonstraram que o servidor não apenas levava telefones celulares para a unidade prisional, como também providenciava o acesso dos presos à internet do local, com a condição de que lhe fosse repassado 10% dos valores adquiridos com os crimes de estelionato, como os ‘golpes do OLX ou ‘golpes do intermediário’.

 

 

 

A taxa paga é conhecida entre os presos como “taxa do roteador”. A Polícia Civil apurou que, inclusive, apenas no período investigado, os celulares introduzidos ilegalmente pelo servidor foram usados para ordenar a morte de duas pessoas em Sorriso.

 

 

 

“Os elementos de prova demonstraram que o servidor se utiliza da sua condição de funcionário público para cometer diversos crimes em defesa dos interesses da organização criminosa investigada”, destacou o delegado Bruno França. (Com assessoria)

FONTE/CRÉDITOS: Gazeta digital

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