Vale do Jauru Notícias - Aqui a notícia chega em 1º lugar!

Terça-feira, 25 de Agosto de 2026
SALÃO JAURU
SALÃO JAURU

Policial

Operação Mandato Espúrio apura desvio de mais de R$ 1 milhão do IMAFIR-MT.

EX-PRESIDENTE É ALVO.

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Operação Mandato Espúrio apura desvio de mais de R$ 1 milhão do IMAFIR-MT.
REPRODUÇÃO.
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (24), a Operação Mandato Espúrio, que investiga supostas movimentações financeiras irregulares envolvendo o Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT). A ação mira um ex-presidente e um ex-diretor da entidade, investigados pelos crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, pessoal e domiciliar, em Cuiabá. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão dos acessos dos investigados às contas do IMAFIR-MT, que é tratado como vítima e colabora com as investigações.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá, a partir das diligências conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da Capital.

Leia Também:

Segundo a investigação, as suspeitas estão relacionadas à administração do instituto durante um período marcado por uma disputa interna e controvérsias sobre quem teria legitimidade para representar a entidade.

A Polícia Civil apura se um ex-dirigente realizou movimentações financeiras mesmo após a homologação de um acordo e uma decisão judicial que o impediam de reassumir a presidência e praticar atos em nome do IMAFIR-MT.

As diligências apontaram, em tese, para alterações no estatuto da entidade, disputa pela administração, acordos homologados judicialmente e posteriores restrições à atuação dos envolvidos. Mesmo nesse contexto, teriam ocorrido movimentações patrimoniais expressivas em favor de pessoas físicas e empresas ligadas à administração do período investigado.

Conforme a Derf, as transações consideradas suspeitas ultrapassam R$ 1 milhão.

Uma das transferências, de aproximadamente R$ 774 mil, teria sido destinada a uma conta pessoal e a uma empresa pertencente ao então diretor executivo do instituto. Outra operação, no valor de R$ 270 mil, teria como destino um escritório de advocacia.

Justiça bloqueia acessos bancários

Além das buscas, foram determinadas medidas para impedir que os investigados continuassem movimentando os recursos do IMAFIR-MT.

A decisão judicial determinou a suspensão e desativação de perfis de acesso, credenciais eletrônicas, tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas e outros mecanismos utilizados para movimentar as contas da entidade, incluindo a chamada “Chave J”.

Com as medidas, os investigados ficam impedidos de realizar ou autorizar pagamentos, transferências, Pix, aplicações, resgates e outras operações bancárias em nome do instituto.

Documentos e equipamentos serão periciados

A operação também busca apreender documentos, computadores, celulares e registros contábeis que possam ajudar a esclarecer como as contratações foram realizadas, quem autorizou as operações bancárias e qual foi a destinação dos valores.

Todo o material recolhido será analisado e periciado pela Polícia Civil. O resultado deverá subsidiar a continuidade do inquérito e poderá contribuir para a conclusão das investigações e eventual indiciamento dos envolvidos.

As suspeitas ainda estão sob investigação e os envolvidos terão direito ao contraditório e à ampla defesa.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO.

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!