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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
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Policial

Estudante de Direito é presa em Tangará suspeita de comandar esquema nacional de extorsão sexual.

Operação Véu.

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Estudante de Direito é presa em Tangará suspeita de comandar esquema nacional de extorsão sexual.
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A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (04) a Operação Véu e cumpriu mandado de prisão preventiva contra uma estudante de Direito moradora de Tangará da Serra, investigada por comandar um esquema de extorsão sexual com vítimas em diversos estados do país. A ação foi coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco), com apoio da Delegacia Regional do município.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais realizaram buscas na residência da suspeita, onde foram apreendidos aparelhos celulares, arquivos digitais com supostos dossiês das vítimas e um caderno com anotações contendo nomes de possíveis alvos do golpe. Também foram encontradas munições de calibres .380, 9 milímetros e 7.62, o que resultou na autuação em flagrante por posse ilegal de munições de uso restrito.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Antenor Júnior Pimentel Marcondes, pelo menos 15 vítimas já foram identificadas até o momento, mas a polícia acredita que o número possa ser significativamente maior, com registros espalhados por diferentes regiões do Brasil.

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Conforme apurado, a investigada preparava dossiês em formato PDF contendo fotos íntimas, perfis em redes sociais, informações sobre locais de trabalho e até dados de familiares das vítimas, muitas delas casais. Após reunir o material, ela enviava mensagens exigindo pagamentos sob ameaça de divulgação do conteúdo. Em alguns casos, diante da recusa, o material teria sido encaminhado a parentes e terceiros, ampliando o constrangimento das vítimas.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam com a análise dos dispositivos eletrônicos apreendidos, a fim de identificar novas vítimas e possíveis envolvidos. O nome da operação, “Véu”, faz referência à necessidade de proteger a intimidade das vítimas e preservar sua identidade durante o andamento do inquérito.

FONTE/CRÉDITOS: TGAFOCO.

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