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Sabado, 06 de Junho de 2026
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'Estão matando minha filha novamente', diz mãe de Isabele sobre decisão da Justiça

Juíza extinguiu a medida socioeducativa; MP vai recorrer da decisão e outro recurso corre no STJ

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
'Estão matando minha filha novamente', diz mãe de Isabele sobre decisão da Justiça
Reprodução
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Patrícia Hellen Guimarães Ramos, mãe de Isabele Ramos, que foi morta aos 14 anos com um tiro na cabeça por uma amiga, lamentou a extinção da medida socioeducativa determinada pela Justiça Estadual, divulgada nessa segunda-feira (24). Patrícia disse por nota que, com a decisão, “eles estão matando a minha filha novamente”.

A decisão de extinção da medida foi proferida pela juíza Leilamar Aparecida Rodrigues, da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude da Comarca de Cuiabá. O MPMT (Ministério Público de Mato Grosso) confirmou que vai recorrer da decisão.

Isabele foi morta quando estava na casa da amiga, em um condomínio de luxo, em Cuiabá, no dia 12 julho de 2020.

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Na avaliação da mãe de Isabele, “a cada decisão, com um resultado como este, tenho a mesma sensação horrível do dia que vi o corpo da minha filha estirado no chão sobre uma poça de sangue”.

Segundo a decisão da juíza, que extingue a medida socioeducativa contra a atiradora, “a adolescente manteve o mesmo posicionamento que teve desde o início do processo, de que o que ocorreu foi um acidente”.

Íntegra da nota da mãe de Isabele:

“É com muito pesar e uma tristeza profunda que recebi a notícia que a Justiça encerrou o processo contra a assassina da minha filha.

A cada decisão, com um resultado como este, tenho a mesma sensação horrível do dia que vi o corpo da minha filha estirado no chão sobre uma poça de sangue.

Talvez este pessoal não saiba, mas, eles estão matando a minha filha novamente.

Como pode a “Justiça”, simplesmente ignorar todas as provas técnicas obtidas através de inquestionáveis perícias realizadas por profissionais gabaritados e mudarem a tipificação do crime cometido, comprovadamente a sangue frio contra a vida da minha filhinha, que não teve a mínima chance de se defender?

Lembrem-se que, o que aconteceu comigo, pode acontecer com qualquer família!

Saibam que jamais me calarei e continuarei a minha luta para que a verdade dos fatos daquele terrível dia 12 de julho de 2020 seja restabelecida.

FONTE/CRÉDITOS: Primeira Página
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