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Domingo, 19 de Abril de 2026
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Contas do Governo Federal registram rombo de R$ 45,2 bilhões em junho, diz Tesouro

Despesas do governo superaram as receitas, sem considerar os gastos com os juros da dívida pública.

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Contas do Governo Federal registram rombo de R$ 45,2 bilhões em junho, diz Tesouro
Redação
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As contas do governo federal registraram déficit primário de R$ 45,2 bilhões em junho, informou nesta quinta-feira (27) a Secretaria do Tesouro Nacional.
O déficit primário acontece quando a arrecadação com tributos fica abaixo dos gastos do governo (sem considerar o pagamento de juros da dívida pública). Quando as receitas superam as despesas, o resultado é de superávit primário.

De acordo com a série histórica do Tesouro Nacional, esse é o pior resultado, para este mês, desde 2021 – quando o rombo somou R$ 84,8 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.

Em junho de 2022, as contas do governo registraram superávit de R$ 14,6 bilhões (valores nominais) ou de R$ 15 bilhões (valores atualizados pela inflação).

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Segundo o Tesouro, o resultado negativo em junho deste ano é fruto de uma redução real (descontada a inflação) de 26,1% da receita líquida e um acréscimo real de 4,9% das despesas totais, na comparação com junho de 2022.

Isso porque, de acordo com a secretaria, duas receitas influenciaram o resultado de junho em 2022: concessão da Eletrobras e pagamento de dividendos pelo BNDES (o que não ocorreu em junho de 2023).

Já o aumento das despesas em junho deste ano é explicado, principalmente:

pagamento de benefícios previdenciários (+R$ 11,6 bilhões): o aumento é devido ao calendário de pagamento do 13º salário de inativos e pensionistas. Em 2022, o 13º foi pago em abril (R$ 6,7 bi), maio (R$ 29,3 bi) e junho (R$ 22,7), enquanto em 2023 está sendo pago em maio (R$ 7,3 bi), junho (R$ 30,9 bi) e julho (valores em termos reais);
despesas obrigatórias com controle de fluxo (+R$ 8,2 bilhões): o crescimento é explicado pelo aumento do pagamento do Bolsa Família e do Auxílio Brasil.
Ainda segundo o Tesouro Nacional, no acumulado dos seis primeiros meses deste ano, as contas do governo registraram déficit de R$ 42,5 bilhões.

Com isso, houve uma queda na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o resultado positivo somou R$ 54,3 bilhões. Em valores corrigidos pela inflação, o saldo positivo de janeiro a junho de 2022 foi de R$ 59 bilhões.

Segundo a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2023, a previsão de déficit para este ano é de R$ 228,1 bilhões, mas a expectativa do Ministério da Fazenda é terminar este ano com um rombo menor, próximo a R$ 100 bilhões.

Para o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, algumas medidas que têm efeito sobre a arrecadação, como a reoneração dos combustíveis, vão impactar 'mais fortemente' no segundo semestre.

"Itens como reoneração de combustíveis, várias medidas que foram tomadas começam a impactar mais fortemente agora no segundo semestre (...) está dentro da nossa busca de continuar fazendo com que economia tenha bom desempenho", explicou Ceron.

FONTE/CRÉDITOS: G1
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