Claudio Ferreira, Cel. Sandro e Bispo Aroldo podem ser revelações bolsonaristas na nova composição da Assembleia
“É prevista uma renovação de aproximadamente 50% na Assembleia Legislativa nestas eleições de 2022, afirmou especialista em campanhas”.
Manoel Carlos, faz trabalhos como pesquisador, analista e auditor político e afirmou que o fenômeno ocorrido em 2018, no qual tivemos 6 deputados foram eleitos com menos de 15 mil votos deve ocorrer novamente. Os 6 partidos que elegeram candidatos com menos votos foram PROS, PSDB, PSL, PV, PP e PSB.

Em 2018, uma das surpresas foi o saudoso Deputado Sílvio Fávero, que se elegeu como titular com 12.059 votos e João Batista do Sindispen com 11.374 votos. Já neste pleito de 2022, podemos esperar algumas surpresas, inclusive ligadas à ala bolsonarista que poderão integrar a ALMT.
“Nomes como Cláudio Ferreira,o Paisagista pelo PTB (com base em Rondonópolis), Rafael Yonekubo do PTB (líder da Direita Mato Grosso), Takao do PTB (com base em Cáceres), Bispo Aroldo Teles pelo PATRIOTA (com base em Cuiabá), Tenente Coronel Sandro do PATRIOTA e Adriano Carvalho do PODEMOS (com base em Primavera do Leste), têm chances de vitória com votações entre 10 e 15 mil votos”, afirmou o analista político e auditor estratégico Manoel Carlos.
Manoel Carlos comentou que os dados completos das chapas estaduais constam publicadas no site oficial do TSE; sendo assim, optou por analisar o quadro bolsonarista que ocupa pequenos partidos. Estão filiados ao PTB, ao PODEMOS e ao PATRIOTA.
O PTB, que tem como presidente estadual o ex-deputado federal Victório Galli, possui uma chapa para eleger um deputado com votação aproximada de 16 mil votos; e o PATRIOTA e o PODEMOS com votações entre 10 e 14 mil votos – é o que prevê o analista, após avaliação de alguns nomes registrados até o momento.
De acordo com Manoel, o eleito pelo PTB será “bolsonarista”, tendo os nomes mais cotados todos assumidamente aliados do Presidente.
Entre os nomes mais cotados dentro do PATRIOTA estão o Bispo Aroldo Teles, Coronel Sandro e Nestor Fidelis, com destaque ao Bispo Aroldo que é assumidamente bolsonarista, com destaque para o líder evangélico Aroldo que pode ter votos em todos os municípios de Mato Grosso. Nomes como o de Cláudio Ferreira, de Rondonópolis e Takao Nakamoto, de Cáceres; ambos foram candidatos a prefeito em suas cidades no último pleito, Cláudio com 17.498 e Takao com 11.215 votos, considerando fortes na disputa diante do recall de votos.
Em 2018, tivemos 338 candidatos a deputado estadual em Mato Grosso disputando 24 vagas na Assembleia Legislativa. Naquele pleito, a deputada Janaina Riva foi a mais votada, com 51.546 votos, e o deputado João Batista foi o que recebeu a menor votação entre os eleitos, com 11.374 votos. Em 2022, teremos 328 nomes na disputa para deputado estadual em busca as mesmas 24 vagas.
O analista político avalia que a renovação na Assembleia de Mato Grosso chegará a 50%, pois foi possível constatar, nos estudos focais realizados pelo profissional em algumas cidades do Estado, que o eleitorado está motivado a votar em candidatos que se mantenham próximos da população, que possuam empatia, que demonstram clareza quanto a posição ideológica e que possam ser considerados novidade no ambiente político. O especialista enfatiza que será uma campanha em que o fator “Bolsonaro e Lula” terá grande influência devido a nítida polarização existente no país entre o atual e o ex-presidente. Outro ponto destacado é que as discussões políticas entre amigos e familiares têm sido relevantes para os eleitores definirem os seus votos.
“Ainda é cedo para cravar nomes de eleitos quando falamos de pequenos partidos, ainda mais em uma disputa tão acirrada como estamos prevendo, mas se eu pudesse dar uma sugestão aos nomes citados nesta matéria, eu diria: “Corram atrás de votos, estabeleçam metas de conquistas, de visitas e não tenham timidez, pois as chances são reais”, disse Manoel.
Por fim, o auditor estratégico enfatiza que os candidatos que terão o maior envolvimento com os cidadãos serão aqueles que irão se conectar com o eleitor não só através mídias sociais, mas também por meio do contato humano, critério que foi apontado como relevante nas pesquisas. Muitos acreditavam que a campanha de 2022 seria esmagadoramente digital, todavia, o analista político evidencia que haverá um equilíbrio entre as mídias sociais e as relações interpessoais.
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