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Domingo, 19 de Abril de 2026
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Acusado de matar amigo do filho por homofobia é condenado a 48 anos de prisão em MT

Cleber Rasia Machado, de 41 anos, foi julgado em júri popular, nessa quarta-feira (16), em Rondonópolis. O crime aconteceu em 2021

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Acusado de matar amigo do filho por homofobia é condenado a 48 anos de prisão em MT
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Cleber Rasia Machado, de 41 anos,  no município de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, foi julgado em júri popular, nessa quarta-feira (16), e condenado a 48 anos e dois meses de prisão.

O crime ocorreu em março de 2021 e o julgamento estava marcado para julho, mas acabou sendo adiado para que mais testemunhas pudessem ser ouvidas.
Cleber responde pela morte de Victtor Cauã Bianchini Silva, de 17 anos, amigo do filho dele, além da tentativa de homicídio contra outras duas pessoas.
A princípio, o caso foi apontado como intolerância religiosa, porém no decorrer da investigação da , a motivação do crime revelou ser homofobia.

Segundo a polícia, o acusado não aceitava que o filho tivesse amizade com homossexuais. Pouco depois de entrar no centro religioso e efetuar os disparos de arma de fogo, ele fugiu para Iepê (SP), onde foi preso após passar um tempo foragido.

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Relembre o caso
No dia do crime, Victtor Cauã Bianchini Silva, de 17 anos, foi encontrado baleado, já sem vida, dentro do centro espírita que frequentava. Além dele, outras duas pessoas que estavam na casa foram alvos dos disparos, mas apenas Leonardo Rodrigues da Silva, de 21 anos, foi atingido.
Leonardo era o responsável pela realização dos cultos religiosos e foi atingido por três disparos, sendo socorrido e encaminhado para o hospital. Ele passou por cirurgia e conseguiu se recuperar bem.
A casa espírita era frequentada pelo filho do suspeito, de 13 anos. No entanto, no dia do crime, o menino não estava no local. O suspeito, que é caminhoneiro, fugiu logo depois.

A delegada Karla Peixoto Ferraz disse que ficou comprovado por meio de depoimentos de testemunhas e laudos da perícia, que as vítimas foram surpreendidas pelo suspeito e não tiveram chance de defesa.

FONTE/CRÉDITOS: Primeira Página
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