Um detento de Cuiabá (não identificado) é apontado pela Polícia Civil de Goiás como chefe de uma organização criminosa voltada para roubos de cofres e caixa eletrônicos de bancos. O detento e outros três suspeitos foram presos na última terça-feira (22) e dois estão foragidos.
A polícia goiana teceu criticas a segurança em presídios em Mato Grosso, lembrando que no estado vizinho ocorrências de bandidos ordenando crimes de dentro das prisões já não são mais comuns.
Segundo a Polícia Civil do Estado de Goiás, a organização criminosa era composta por sete pessoas altamente capacitadas no arrombamento de cofres e caixas eletrônicos, sendo que um é menor de idade.
De acordo com o delegado Eduardo Gomes, o detento coordenava em tempo real os roubos da organização em Goiás, mesmo dentro do presídio em Cuiabá.
"Não foi nem por ordem, mas em tempo real e através de aplicativo, eles conseguiram gerir a equipe dele e cometer esse crime", disse.
A investigação teve início em 2022, após a prisão em flagrante de um dos suspeitos, que tentou furtar uma instituição bancária da cidade de Bom Jardim (Goiás). Outros dois comparsas, que estavam com esse suspeito, conseguiram fugir. Mas, segundo o delegado Eduardo, a prisão dele levou a polícia a descobrir uma organização criminosa voltada para arrombar cofres e caixas eletrônicos.
Criticas a segurança em Mato Grosso
Os investigadores conseguiram identificar que o chefe da organização, que cumpre pena no presídio de Cuiabá (MT), delimitava as funções de cada membro do grupo criminoso.
O delegado Eduardo Gomes lembrou que, em Goiás, ordens de crimes de dentro de presídios já não são mais comuns, ao ser questionado em entrevista.
"Aqui [Goiás], nós estamos com uma polícia penal muito efetiva e com a gestão bem rígida. Pouco se ouve falar em celular de dentro dos presídios. Mas essa realidade não reflete em todo o Brasil", afirmou o delegado.
O diretor geral da Polícia Penal de Goiás, Josimar Pires Nicolau do Nascimento, também falou sobre o caso em sua página pessoal, no Instagram.
"Era comum [em Goiás] crimes de bençatia, além de armas, munições e até granadas eram encontradas com os presos", lembrou. "Ou o bandido muda de profissão ou muda de estado", concluiu Josimar.
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