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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
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Polícia Civil mira advogada, PM e bacharela em Direito por coagirem "bandidinhos" em MT

A advogada e a bacharela extraíam informações cadastrais de suspeitos para pressioná-los a contratar os serviços

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Polícia Civil mira advogada, PM e bacharela em Direito por coagirem
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A Polícia Civil cumpriu, nesta quinta-feira (1º), mandados contra uma advogada, uma bacharela em Direito e um policial militar acusados de coagir clientes a contratar serviços jurídicos de determinados advogados em Alto Boa Vista, a 950 km de Cuiabá. Os clientes cooptados respondiam, em geral, por crimes de menor potencial ofensivo em Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO).

De acordo com as investigações, o policial militar e um servidor da prefeitura da cidade facilitavam informações sobre os casos às advogadas envolvidas no esquema para que pudessem convencer os clientes a contratarem os serviços advocatícios. Elas teriam chegado a usar a sala do comandante da PM para acessar o sistema de elaboração de TCOs da corporação.

As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça após investigação da Delegacia de Alto Boa Vista, em conjunto com o Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Confresa.

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De acordo com a Polícia Civil, três pessoas foram presas. Uma delas é a bacharela em direito, na casa de quem os policiais encontraram três armas de fogo irregulares.

Outros mandados de busca e apreensão foram cumpridos em uma residência e um escritório de advocacia em Alto Boa Vista e dois endereços residenciais e um escritório de advocacia em Barra do Garças.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Barra do Garças.

INVESTIGAÇÃO

De acordo com o delegado Dario Ferreira, com as facilidades proporcionadas pelos servidores públicos, a advogada e a bacharela extraíam informações cadastrais de suspeitos que figuravam como autores nos procedimentos de TCO para oferecerem serviços advocatícios. Além disso, elas eram transportadas em viaturas policiais para visitarem possíveis clientes.

"Não bastasse, a pessoa detida e conduzida ao destacamento policial em Alto Boa Vista só conseguia liberação se contratasse as causídicas. Para isso, utilizavam de vários meios de coação como, por exemplo, o militar dizer que se pagasse, ele faria TCO e liberaria. Ou caso contrário, levaria para a Delegacia de Polícia", destacou o delegado.

Com relação ao militar, todos os elementos angariados na investigação foram encaminhados ao 10º Comando Regional da Polícia Militar e ao Ministério Público Militar, para as providências cabíveis.

Todo material apreendido nesta quinta-feira será periciado. As investigações continuam para identificar outras possíveis pessoas envolvidas com o grupo criminoso.

FONTE/CRÉDITOS: Hiper Notícias
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