O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, acionou a Polícia Federal e a Polícia Civil de Mato Grosso para investigar um ataque cibernético contra o sistema de informática da Corte estadual, ocorrido no último domingo (20). Devido à invasão ao sistema, os atendimentos foram suspensos esta semana.
A invasão forçou o Poder Judiciário a suspender temporariamente o expediente e a interromper a prestação de serviços essenciais. Segundo a presidência do tribunal, a gravidade do caso decorre do impacto em múltiplas plataformas, afetando inclusive sistemas integrados mantidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
“Acionamos a Polícia Federal e a Polícia Judiciária Civil, uma vez que nos deparamos com um crime cibernético. A Federal, porque um dos sistemas é do CNJ e outros do nosso TJ”, afirmou Zuquim.
A amplitude dos prejuízos técnicos e o tempo necessário para o restabelecimento completo das plataformas seguem sob avaliação das equipes de tecnologia de informação do tribunal e das forças policiais responsáveis pelo caso. A instabilidade paralisou o sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJe), plataforma central para a tramitação de ações judiciais no Estado, além de outros serviços institucionais.
A indisponibilidade foi adotada preventivamente como medida de contenção enquanto equipes especializadas e consultores externos investigam a extensão da falha e realizam a redefinição de credenciais de acesso. Em nota oficial, a Corte informou que a invasão envolveu o vazamento de dados de acesso. "Foram acessadas credenciais de usuários da rede (logins e senhas criptografadas)", explicou o órgão em comunicado divulgado.
A instituição buscou tranquilizar a população ao declarar que "até o momento, não há evidências de acesso a outros dados pessoais de servidores e magistrados, a decisões judiciais ou aos backups".
A paralisação traz à tona questionamentos sobre a segurança das plataformas do tribunal, cujo desenvolvimento e suporte de infraestrutura consumiram expressivos recursos públicos. O contrato principal de tecnologia do órgão e seus aditivos atingiram o montante de R$ 93 milhões aos cofres públicos, englobando reajustes contratuais e aquisição de hardwares para modernização tecnológica.
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