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Terça-feira, 21 de Abril de 2026
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Operação afasta servidores do TJ e bloqueia R$ 1,8 milhão dos investigados

VENDA DE SENTENÇAS

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Operação afasta servidores do TJ e bloqueia R$ 1,8 milhão dos investigados
Polícia federal
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Atualizada às 8h49 - A Polícia Federal deflagrou uma nova operação, na manhã desta sexta-feira (20), para cumprir mandados de busca e apreensão contra venda de sentenças no Judiciário de Mato Grosso. Um dos alvos é a ex-assessora do desembargador João Ferreira Filho. 

 

De acordo com as informações divulgadas pela PF, nessa 2ª fase, o objetivo é investigar a lavagem de dinheiro do esquema de vendas das decisões. 

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Foram detectadas sucessivas operações imobiliárias suspeitas promovidas pelos investigados, com aparente propósito de dissimular a origem ilícita do dinheiro utilizado para financiar a compra de imóveis residenciais e de veículos.

 

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, são cumpridos mandados de busca e apreensão, afastamento das funções públicas de servidores do Poder Judiciário, proibição de contato e saída do país, recolhimento de passaportes, além do bloqueio de R$ 1,8 milhão dos investigados e o sequestro dos imóveis adquiridos por um Magistrado.

 

O nome da operação faz referência a um episódio da mitologia persa, durante o reinado de Cambises II da Pérsia, que narra a história do juiz Sisamnes. Ele teria aceitado um suborno para proferir uma sentença injusta.

 

Primeira fase

 

Operação Sisamnes, que ocorreu no dia 26 de novembro, teve com o objetivo de investigar crimes de organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional com venda de sentença.

 

Entre os alvos estavam os desembargadores afastados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho e alguns advogados. 

 

Além dos mandados de busca e apreensão, a operação prendeu Andreson de Oliveira Gonçalves, acusado de ser lobista no esquema de venda de sentenças do falecido advogado Roberto Zampieri.

 

As investigações apontam para um suposto esquema de venda de decisões judiciais, envolvendo advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados.

 

Conforme as apurações, os investigados solicitavam valores para beneficiar partes em processos judiciais, por meio de decisões favoráveis aos seus interesses.

 

Também são investigadas negociações relacionadas ao vazamento de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações policiais. 

FONTE/CRÉDITOS: Gazeta digital
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