Vale do Jauru Notícias - Aqui a notícia chega em 1º lugar!

Terça-feira, 18 de Agosto de 2026
SALÃO JAURU
SALÃO JAURU

Policial

Jovem morta com tiro na nuca ficaria tetraplégica se sobrevivesse, aponta DHPP.

BALA FICOU ALOJADA.

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Jovem morta com tiro na nuca ficaria tetraplégica se sobrevivesse, aponta DHPP.
REPRODUÇÃO.
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O disparo que matou Ana Cristina Pacheco Matos, 20, atingiu a região da nuca e ficou alojado próximo à coluna cervical, segundo informações repassadas pela equipe médica ao delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Conforme o delegado, caso sobrevivesse ao ferimento, a jovem poderia ficar tetraplégica.

Ana Cristina foi morta na manhã de sábado (15), em uma quitinete no bairro Alvorada, em Cuiabá. O principal suspeito do crime é o namorado dela, Fabiano Oliveira Borges, conhecido como “Pépi”, que está sendo procurado pela polícia.

“Foi um tiro na nuca. A munição ficou alojada na altura da coluna vertebral. Segundo as informações que a equipe médica passou para nós, se ela sobrevivesse, ficaria tetraplégica”, explicou Bruno Abreu.

Leia Também:

Segundo o delegado, Ana Cristina trabalhava com o suspeito e os dois haviam iniciado um relacionamento havia cerca de duas semanas. A jovem também tinha um ex-marido e um filho pequeno.

A investigação trabalha com a possibilidade de que o crime tenha sido motivado por uma situação envolvendo o relacionamento da vítima. Conforme Abreu, Ana Cristina poderia estar tentando reatar com o ex-marido, e o suspeito teria tido acesso ao celular dela e encontrado alguma conversa que teria provocado uma reação de ciúmes ou ameaça.

“Ela trabalhava com ele e estava se envolvendo com ele havia aproximadamente duas semanas. Ela tinha um ex-marido e um filho. Pelo que entendemos até agora, ela poderia estar tentando reatar com o ex, e o suspeito pode ter pegado o celular e visto alguma conversa. A partir disso, teria feito alguma ameaça”, relatou o delegado.

Conversas com PM 

Equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) descobriram que um subtenente da Polícia Militar manteve uma ligação de aproximadamente 8 minutos com Pépi. O policial já sabia que Fabiano era procurado pelo feminicídio, mas não comunicou imediatamente o contato aos superiores ou à DHPP.

A ligação foi descoberta durante as diligências realizadas na loja do suspeito, a Pépi Cell, no bairro Alvorada. O imóvel foi encontrado arrombado e revirado, com diversos produtos furtados. No local, os investigadores também encontraram o computador de Fabiano ligado, com o WhatsApp Web aberto e uma conversa com o policial militar.

Segundo o delegado Bruno Abreu, o subtenente recebeu por volta das 10h40 a informação de que Fabiano era procurado pelo feminicídio e, logo depois, tentou ligar para o suspeito. Ele não atendeu inicialmente, mas retornou cerca de 10 minutos depois e os dois permaneceram na chamada por aproximadamente 8 minutos. O delegado afirmou que a equipe não acessou o conteúdo de áudios enviados pelo militar por entender que isso poderia configurar prova ilícita.

“Não sabemos o que ele falou. O que me chama atenção é que ele não comunica ao superior imediato que estava conversando com o suspeito, enquanto toda a Polícia Militar estava procurando esse homem naquele dia”, afirmou Bruno Abreu. O delegado ressaltou que equipes do 9º Batalhão estavam empenhadas na localização de Fabiano e que o policial só teria comunicado o contato horas depois, quando descobriu que os investigadores já tinham conhecimento da conversa.

O subtenente foi levado à sede da DHPP nesta segunda-feira (17) para prestar esclarecimentos. Conforme Abreu, a investigação ainda não permite afirmar o conteúdo da ligação nem se houve qualquer tentativa de favorecer ou alertar o suspeito. “Nós não sabemos o que ele falou durante esses oito minutos. É uma ligação muito longa para alguém que acabou de praticar um feminicídio”, declarou o delegado.

Crime

Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, foi morta com um tiro na nuca na manhã deste sábado (15), no bairro Alvorada. O principal suspeito é o namorado da vítima, conhecido como “Pépi”, que teria chegado à residência por volta das 5h, efetuado o disparo e fugido de motocicleta após trancar a porta.

Segundo o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ana Cristina chegou a ser socorrida e encaminhada para uma unidade de saúde, mas não resistiu.

No local, os investigadores encontraram uma mala com roupas prontas para uma possível viagem, levantando a suspeita de que o homem tenha tentado criar um álibi para indicar que estaria fora da cidade no momento do crime.

A Polícia Civil também investiga a possibilidade de o filho da vítima, de 3 anos, ter presenciado parte do assassinato. A criança foi encontrada acordada e em estado de choque após o crime.

Ana Cristina trabalhava com Pépi e se envolveram há pelo menos duas semanas. Caso segue sob investigação. 

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO.

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!