Maria Luiza conta que já sentia certo desconforto com alguns produtos de limpeza, mas achava normal. “Tanto que eu sempre tomava antialérgico antes de fazer faxina e seguia a limpeza normal. Às vezes, quando eu sentia um desconforto, tomava outro. E assim seguia, porque eu tinha que fazer de qualquer forma”, diz a estudante.
O limpa piso é um produto de limpeza que, normalmente, precisa ser diluído. Maria conta que jogou o produto no banheiro achando que era um desinfetante. “Quando eu joguei no chão do banheiro, não tinha cheiro de desinfetante, tinha cheiro de produto forte de limpeza mesmo. Logo que eu comecei a respirar, eu já achei diferente, meu olho já começou a arder. Só que eu coloquei máscara e fui continuar tentar limpando. Só que eu percebi que a minha respiração não estava melhorando”, relata.
A jovem, então, saiu do banheiro, que já estava com a porta aberta, e deixou a água ligada para que o cheiro saísse do local. Ela tomou outro antialérgico e esperou por cerca de 15 minutos, mas a respiração continuou piorando e a garganta trancou. “E aí eu avisei meu pai, que estava comigo, que eu precisava ir pro hospital porque eu não estava conseguindo mais nem falar”, conta.
Ao chegar na unidade hospitalar, Maria Luiza só passou pela triagem e foi para a emergência. No hospital, a equipe médica informou que ela estava sofrendo uma anafilaxia. Ela tomou remédios, recebeu oxigênio, tomou outra injeção de adrenalina, fez inalação com medicamentos de 30 em 30 minutos e ficou sendo observada até que a saturação voltasse ao normal.
A jovem, de 20 anos, ficou no hospital das 18h às 22h. Maria Luiza já está em casa, mas ainda precisa tomar remédios por conta do ocorrido. “Eu tenho que tomar medicamento de antialérgico por uma semana, porque depois que você tem alguma alergia, é muito mais perigoso você ter depois. Ainda mais em tão pouco tempo. Estou tomando dois remédios que são para me ajudar com isso (sic)”, expõe ela.
A estudante ainda alerta para que pessoas leiam rótulos antes de utilizar produtos de limpeza e para que não misturem as soluções. Outro ponto que ela aconselha é que as pessoas façam exames para descobrirem possíveis alergias. “Sempre me informaram pra eu ler rótulos de produtos também e eu não dava muita atenção, até acontecer o que aconteceu. E minha sorte foi que eu sei que eu sou uma pessoa alérgica e eu tenho consciência de que isso pode levar a morte", afirma.
"Tem muita gente que não sabe disso, que acha que é só tomar um comprimido que vai passar. Tem muita gente que não sabe que tem alergia, porque não faz consulta e acaba descobrindo isso em caso muito grave. Se a pessoa estiver sozinha, é muito difícil de ela conseguir reagir sozinha”, reforça ela.
Comentários: