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Sabado, 18 de Abril de 2026
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Fatalidade

Homem morto pela Rotam estava empregado e recebia grupo de oração, diz vizinho

Ele morava ali naquele barraco. Como um traficante vai morar no barraco?", questionou um vizinho indignado

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Homem morto pela Rotam estava empregado e recebia grupo de oração, diz vizinho
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Moradores do bairro Novo Paraíso, na região norte de Cuiabá, apontam que Cleomar Martins Neres, morto em confronto com a Ronda Ostensivas Móveis (Rotam) na noite desta terça-feira (2), estava empregado e recebia fiéis evangélicos para grupo de oração.

De acordo com o boletim de ocorrência recebido pelo Midiajur, o suspeito é monitorado por tornozeleira eletrônica. Cleomar foi morto por uma equipe da Rotam que estava em treinamento. A polícia afirma que Cleomar "controlava" o tráfico de drogas no Novo Paraíso e tem passagens criminais pelo mesmo crime.

Para o Midiajur, o morador Luis Fernando de Araújo questiona a alegação da polícia de que Cleomar era traficante, já que ele vivia em um barraco junto a um matagal.

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“A vizinhança sabe que ele não era traficante. Ele morava ali naquele barraco. Como um traficante vai morar no barraco? Ele era usuário, tinha tornozeleira e estava trabalhando com calha [em uma empresa do bairro]”, diz.

A mãe de Luis também falou com a reportagem e disse também não acreditar que Cleomar era traficante. “Acredito que poderia ser usuário ainda, mas não traficante. Eu tinha amizade com ele e orava direto com o grupo de oração”, disse.

Os dois moram em outro ponto do bairro, em área próxima de onde ocorreu a morte pelo confronto. Mas, próximo ao barraco, fica uma residência usada pela mãe de Luis para um grupo de oração. Mãe e filho acreditam que Cleomar foi executado, e não morto em um confronto pela polícia.

“Executaram ele e não tenho medo de falar isso”, avalia Luis.

Ele também questiona que Cleomar esteja com uma arma, já que ela não foi mostrada evidências de sua existência. Vizinhos do barraco contaram para Luis que ouviram quatro disparos. “Ele não merecia ser morto de forma tão brutal assim”.

De acordo com o boletim de ocorrência, a arma utilizada por Cleomar foi recolhida pela Politec para perícia, o que segundo a polícia teria impossibilitado a apreensão do armamento.

Os dois afirmaram também que Cleomar era uma pessoa tranquila e educada. Eles relatam que a morte deixou os vizinhos indignados e não sabem como será os procedimentos para o enterro de Cleomar, já que a mãe morreu dele morreu há alguns anos. Ele também não tem mais parentes na cidade.

FONTE/CRÉDITOS: Mídia JUR
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