O garimpeiro Hebert Santos Sodré, flagrado atuando de maneira supostamente ilegal pela Polícia Federal na Operação IBI-ÇOROC, atua não só em Mato Grosso, mas também no Pará e na Bahia, de acordo com informações obtidas pelo Midiajur. Ele foi solto no mesmo dia da prisão pela Justiça Federal.
Hebert foi preso em flagrante na última quarta-feira (2) na operação conjunta da PF com o Ibama e o IMCBio no Parque Nacional do Juruena, em Nova Bandeirantes, no extremo Norte de Mato Grosso.
No mesmo dia, o juiz Jeferson Schneider deu liberdade provisória com as seguintes medidas cautelares: comparecimento mensal à Justiça em Nova Monte Verde para informar endereços, contatos e justificar atividades; proibição de acesso à Fazenda Salomão; e proibição de deixar Nova Monte Verde.
O empresário do garimpo foi flagrado por volta das 11h da manhã da última quarta-feira pelas equipes da operação. Ele estava na Fazenda Salomão e se apresentou como dono do garimpo e do maquinário que fazia extração de ouro no local. Estavam lá duas escavadeiras, um trator esteira e nove motores. A área fica na zona de amortecimento do Parque do Juruena.
"Considerando que o conduzido estava, aparentemente, realizando extração ilegal de minério na zona de amortecimento do Parque do Juruena, inclusive com o uso de maquinários pesados (Motores acoplados com 'Pe de Bomba', escavadeira e trator de esteira), o Ibama efetuou o embargo da atividade e a apreensão dos equipamentos e o investigado foi preso em flagrante, conforme termo de depoimento agente condutor do ato", diz trecho do processo da prisão.
À PF, o garimpeiro afirmou que não tinha autorização dos órgãos competentes para garimpar, mas tinha autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM) para pesquisa garimpeira na área. E também informou ser presidente da Cooperrio, "que estava providenciando toda a documentação para a exploração/lavra".
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Hebert tem residência fixada na Bahia, conforme dados da Receita Federal, apesar de estar atuando próximo à unidade de conservação em Mato Grosso.
Além da cooperativa da qual disse ser presidente, o garimpeiro é dono de ao menos outras três empresas do ramo, sendo a BGM - Brazil Gold Mineral, a BMV - Brazil Mineral Ventures e a BMR - Brazil Mineral Resources. Hebert é formado como técnico em mineração.
Para o MPF, as empresas e a formação do garimpeiro mostram que ele "é sabedor que é necessário alvará de lavra as licenças ambientais para o exercício da lavra de minérios".
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