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Quarta-feira, 03 de Junho de 2026
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Estupros aumentam 58% em Mato Grosso e é o pior cenário em 10 anos

Dados divulgados pelo 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que em 2022 foram 1.889 vítimas, contra 1.204 em 2012

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Por Vale do Jauru
Estupros aumentam 58% em Mato Grosso e é o pior cenário em 10 anos
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Número de estupros em Mato Grosso aumenta 58,6% em 10 anos e alcança o pior índice já registrado. Dados divulgados pelo 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que em 2022 foram 1.889 vítimas, contra 1.204 em 2012. Em média, foram 5 casos por dia no Estado, no ano passado. Comparando 2022 com 2021, o aumento foi de 12,1%. Em 2021, foram 1.661 casos.  

Na última década, o pior resultado havia sido registrado em 2019, com 1.823 vítimas. A maioria das vítimas (77%) são crianças e adolescentes.  

O total de registros de estupros em 2022 engloba também os casos de estupros de vulneráveis, que no Estado teve aumento de 17,3% em um ano. Os registros desses crimes entre crianças e adolescentes passaram de 1.216 casos em 2021, para 1.447 em 2022. Já as ocorrências de estupro apresentaram uma pequena queda de 2,1%, passando de 445 registros em 2021, para 442 no ano passado.  

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O anuário traz ainda o aumento no número de vítimas do sexo feminino no Estado de 10,6% em um ano, quando no ano passado 349 mulheres foram estupradas.  

No país, 2020 teve o maior número de casos de estupro e estupro de vulnerável da história com 74.930 notificações. Isso corresponde a um crescimento de 8,2% em relação a 2021 e uma taxa de 36,9 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

  Defensora Pública e coordenadora do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem), Rosana Leite afirma que as estatísticas são muito preocupantes, tendo em vista que Mato Grosso foi o primeiro estado a aplicar a Lei Maria da Penha e é uma referência nacional no que diz respeito a todo sistema de justiça para as vítimas.  

A defensora lembra, por exemplo, que no mês de maio, por iniciativa da Defensoria Pública, foi instaurado o Comitê para Análise dos Feminicídios em MT. “Temos avançado, mas é preciso trabalhar o enfrentamento à violência contra as mulheres com muitas ações, com políticas públicas eficientes”. Afirma que o fortalecimento de órgãos de proteção, o aumento de mecanismos de proteção, assim como de políticas públicas para prevenção e proteção são essências no enfrentamento.

FONTE/CRÉDITOS: Gazeta Digital
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