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Sexta-feira, 10 de Abril de 2026
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Policial

Depoimento de detenta levanta dúvidas após citação de cicatriz abdominal inexistente de investigador.

Segue preso.

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Depoimento de detenta levanta dúvidas após citação de cicatriz abdominal inexistente de investigador.
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Uma nova prova documental no caso envolvendo a Delegacia de Sorriso aponta fragilidades relevantes na tese de estupro envolvendo o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva.  

Além do Laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) afirmar que não há vestígios de conjunção carnal recente nem lesões externas ou genitais compatíveis com violência sexual, em seu depoimento a denunciante afirma que o acusado teria uma grande cicatriz na região do abdômen.

O caso ganhou repercussão nacional após a confirmação do exame de DNA que apontou a compatibilidade do material genético do policial com o coletado no corpo da vítima.  

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Conforme verificação constante nos autos, Manoel Batista da Silva não possui qualquer cicatriz ou marca abdominal, o que compromete diretamente a identificação do investigado. Manoel foi indiciado por estupro, denunciado por uma detenta de 24 anos contra o investigador da Polícia Civil, ocorrido dentro da Delegacia.  

Além disso, a descrição física apresentada no depoimento é incompatível com as características corporais de Manoel Batista da Silva, ampliando as inconsistências do relato.  

O caso também apresenta fragilidades processuais. Nos procedimentos SIMP nº 000950-025/2025 e nº 009998-025/2024, a promotora de Justiça Fernanda Pawelec Vasconcelos declarou-se suspeita para atuar em processos relacionados à atuação do delegado Bruno França Ferreira, a fim de evitar contaminação de atos e futuras nulidades. A promotora já se afastou de mais de 400 procedimentos envolvendo o referido delegado.  

No campo técnico, as provas reunidas até o momento são consideradas inconclusivas e não permitem afirmar, de forma inequívoca, a autoria ou a materialidade do crime.

O investigador segue preso e à disposição da Justiça, enquanto o inquérito avança para a fase final.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO.

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