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Quarta-feira, 16 de Setembro 2026
Policial

Criminosos buscavam vítimas em sites de casais liberais para aplicar extorsões.

VÍDEOS ÍNTIMOS.

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Criminosos buscavam vítimas em sites de casais liberais para aplicar extorsões.
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Criminosos investigados por extorsão digital procuravam vítimas em uma plataforma de relacionamento voltada a casais liberais para obter conteúdos íntimos e, posteriormente, exigir dinheiro sob ameaça de divulgação das imagens. O esquema é alvo da Operação Arcanum, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta quarta-feira (16), com cumprimento de mandados em Mato Grosso.

Conforme a assessoria da Polícia Civil, no Estado, são cumpridos 3 mandados de prisão preventiva e 2 de busca e apreensão nas cidades de Tangará da Serra, Barra do Bugres e Cáceres. As ordens são executadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), com apoio das delegacias dos respectivos municípios.

Também é cumprido um mandado de busca e apreensão em Santa Catarina, com participação da Polícia Civil daquele estado.

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Segundo as investigações, após estabelecer contato com as vítimas por meio da plataforma, os criminosos conseguiam acesso a conteúdos íntimos. Em seguida, passavam a ameaçar divulgar as imagens e vídeos para familiares, colegas de trabalho e pessoas próximas, caso não recebessem pagamentos em dinheiro.

A investigação começou a partir de ocorrências registradas no Distrito Federal. As vítimas relataram ter sido constrangidas por pessoas que afirmavam possuir conteúdos íntimos e exigiam valores para impedir a exposição do material.

Com o avanço das diligências de inteligência e da análise de vestígios digitais e financeiros, a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF, identificou vínculos entre os investigados e indícios de uma atuação organizada e coordenada.

As apurações apontaram que os primeiros casos não eram isolados. Outras vítimas foram identificadas em diferentes estados e relataram abordagens semelhantes, envolvendo intimidação, cobrança de dinheiro e ameaça de divulgação pública de conteúdo íntimo.

A polícia também identificou o uso de contas bancárias digitais e de intermediários financeiros para receber e pulverizar os valores obtidos de forma ilícita. A movimentação teria sido utilizada para dificultar o rastreamento do dinheiro e a identificação dos demais beneficiários do esquema.

Conforme a investigação, a atividade criminosa continuava em andamento, o que levou à adoção das medidas judiciais para interromper a atuação do grupo e evitar novas vítimas.

Os equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos durante a operação serão submetidos à análise técnica para obtenção de novas provas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de extorsão, associação criminosa e divulgação ou transmissão de cena de nudez ou conteúdo íntimo sem consentimento. As penas máximas, somadas, podem chegar a 18 anos de reclusão, sem prejuízo de outros crimes que possam ser identificados durante o andamento das investigações.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO.

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