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Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026
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Justiça

Criminoso é condenado por matar mulher trans a pauladas, discriminação de gênero.

18 ANOS DE PRISÃO.

Vale do Jauru
Por Vale do Jauru
Criminoso é condenado por matar mulher trans a pauladas, discriminação de gênero.
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O réu Junio Santos da Silva foi condenado a 18 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da mulher trans Gisa Ribeiro Lima, 55 anos. A decisão foi proferida nesta terça-feira (4), pelo Tribunal do Júri de Cuiabá, que acolheu a tese do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceu que o crime foi cometido por discriminação contra a identidade de gênero da vítima, além de manter todas as qualificadoras apontadas pela acusação.

Após horas de julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, rejeitando a absolvição do réu. Os jurados reconheceram que o homicídio foi praticado por motivo torpe, mediante asfixia, com emprego de meio cruel, com recurso que dificultou a defesa da vítima e por razões da condição do sexo feminino, em contexto de discriminação contra uma mulher trans.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada de 7 de abril de 2024, em um terreno baldio localizado na Rua Professora Tereza Lobo, no bairro Consil, em Cuiabá. Gisa foi atingida por diversos golpes na cabeça e asfixiada, sofrendo lesões que provocaram sua morte.

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“Essa condenação reafirma que nenhuma forma de violência motivada por preconceito pode ser tolerada. O Ministério Público trabalhou para demonstrar aos jurados a dinâmica dos fatos, a autoria do crime e as circunstâncias que envolveram a morte de Gisa, garantindo a busca por justiça para a vítima e seus familiares”, pontuou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.

Na sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira destacou que os jurados reconheceram todas as circunstâncias qualificadoras submetidas à apreciação do Tribunal do Júri. Ao fixar a pena, considerou, entre outros aspectos, os impactos causados à família da vítima, especialmente à irmã e às sobrinhas, que sofreram consequências psicológicas duradouras em decorrência do crime. O acusado já estava preso preventivamente desde novembro de 2024. A magistrada determinou a manutenção da prisão e a execução imediata da pena, negando ao condenado o direito de recorrer em liberdade.

Durante o julgamento, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva destacou que Gisa integra a exposição “Em Memória Delas”, do Observatório Caliandra, iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso voltada à sensibilização da sociedade sobre vítimas de feminicídio e violência de gênero. Segundo ele, a presença de Gisa na mostra evidencia o reconhecimento de sua identidade de gênero e reforça a necessidade de enfrentamento à violência motivada por preconceito. “Isso reforça a posição do Ministério Público em reconhecê-la como mulher”, afirmou. 

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO.

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