O movimento é organizado pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Socioeducativo (SINDPSS), do qual Alexandre fazia parte.
Os manifestantes homenagearam o colega e expressaram sentimento de luto. Com cartazes, eles pediram que a Câmara faça justiça pelo colega e que não deixe a morte passar impune.
Alexandre Miyagawa foi assassinado na noite de sexta-feira (1º), no bairro Quilombo, na capital, quando estava com a namorada, Janaina Sá, após uma confusão em frente a uma distribuidora.
O casal estava num carro branco que tinha entrado na contramão na Rua Presidente Arthur Bernardes minutos antes, porque Janaína queria usar o banheiro da distribuidora.
Na sequência, o casal discute com algumas pessoas e o agente teria sacado a arma e levantado para cima, segundo uma testemunha. A namorada dele sai andando e Miyagawa vai logo atrás, quando é atingido por tiros disparados pelo vereador.Paccola tinha chegado de carro cerca de dois minutos antes, e parou no local por causa da confusão. Ele desceu do veículo já com a arma na mão, conversa com pessoas que estavam na distribuidora na esquina, e depois vai ao local onde estavam Alexandre e a namorada.Câmeras de segurança registraram a movimentação antes dos tiros e também o momento em que são feitos os disparos.
Nessa segunda-feira (4), o vereador Paccola se pronunciou sobre o caso pela primeira vez, em coletiva de imprensa na Câmara de Vereadores
Ele afirmou que seguiu um “procedimento técnico” e agiu de “forma correta” diante da.
Ele ainda prestou condolências à família de Alexandre e disse que não iria rivalizar com a namorada dele em relação às versões do que aconteceu.
A parlamentar Edna Sampaio (PT) protocolou, nessa segunda-feira (4), um pedido de cassação por quebra de decoro do vereador Marcos Paccola. Na representação, o documento ainda recomenda o afastamento do parlamentar do cargo. Segundo a vereadora, esse caso serve de exemplo para toda a população sobre o uso indiscriminado de armas.
Em coletiva, o vereador Lilo Pinheiro (PDT) afirmou que a Câmara irá abrir uma investigação interna para esclarecer sobre a conduta de Paccola.
“Esse episódio deve servir como exemplo para todos nós que porte de arma e uso coloca em segurança todo mundo. Se um policial altamente treinado, de excelência como é o Paccola, não conseguiu atirar para imobilizar, imagina um cidadão comum que não tem treinamento nenhum”, afirmou.
“A comissão vai solicitar as imagens do que aconteceu e ele vai ter que se explicar tanto para a autoridade policial que está investigando, como para os parlamentares”, disse.
A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) abriu uma investigação para esclarecer a motivação do crime. Até o momento, as câmeras de segurança da região tiveram as imagens recolhidas e estão em análise. As testemunhas também seguem sendo ouvidas. Na ocasião, o vereador Paccola se apresentou à delegacia e prestou depoimento logo após o incidente. A polícia segue trabalhando na apuração dos fatos.
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