Cícero enfrenta uma luta diária para diminuir o número de acidentes e também para conviver com o irmão e o restante da família, já que não pode ser cuidada por qualquer pessoa. Os irmãos, inclusive, não podem brincar ou segurá-lo é sempre redobrado.
“Eles entendem que o bebê é mais sensível e que não podem ficar pegando ele de qualquer jeito. Emocionalmente, a situação é bem difícil, mas eu não o considero uma criança doente. Sei que ele é e será capaz de muitas coisas”, contou.
A mãe dele, Taís Rosa de Magalhães, de 40 anos, é de Várzea Grande, região metropolitana da capital, tem outros quatro filhos, está desempregada há três anos e cuida da família sozinha. O pai, Cícero da Silva, morreu há um ano, quando ela ainda estava grávida, por complicações causadas pela diabetes.
Taís percebeu que havia algo de errado com o bebê quando o filho quebrou o braço pela primeira vez, aos 28 dias de vida.
O bebê foi levado ao hospital e, então, veio o diagnóstico e o medicamento, ibandronato de potássio, passou a ser disponibilizado pela rede pública, após ajuda de um geneticista.
A fratura mais recente aconteceu há cerca de duas semanas, quando Taís tirava a roupinha para dar banho no filho. Enfrentando situações como essa com frequência, ela aprendeu a imobilizar o membro para que o osso se recupere.
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