Um caminhoneiro natural de Rondonópolis, identificado com as iniciais J.A.F. permanece preso desde a última quinta-feira (29) após ser detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com 56 quilos de cocaína. Ele foi preso no Km 440, em Várzea Grande, sentido Jangada.
Ele contou aos policiais que saiu de Porto Velho, em Rondônia e foi até a Bolívia, onde pagou R$ 10 mil por cada tablete e planejava vender cada tablete da droga por R$ 16 mil em Goiânia.
Ao todo, ele gastou cerca de R$ 540 mil para comprar o produto e venderia, segundo sua confissão, por R$ 864 mil.
Ele também narrou aos policiais que saiu de Vilhena, cidade onde mora atualmente, junto da sua sua amante. A droga estava dentro de uma caixa térmica, encontrada na Ford Ranger que o suspeito dirigia. Em depoimento, o caminhoneiro disse que a amante não sabia do tráfico. A mulher repetiu a versão aos policiais e foi liberada.
O Ministério Público Federal (MPF) solicitou acesso as informações presentes no celular do suspeito, para entender se outras pessoas participaram do crime.
O MPF suspeita que a droga pode ser produzida por alguma organização criminosa maior, por conta das marcas prensadas na embalagem da droga. Uma dessas marcas é a imagem de um "escorpião" nos tabletes de cocaína.
"Nos 49 (quarenta e nove) volumes rígidos (tijolos) envoltos por fitas adesivas na cor parda foi constatada imagem/logotipo prensada na superfície de forma não identificada pelo Perito. Nas superfícies dos volumes de material pulverulento na cor branca foi constatada imagem semelhante a um escorpião. Nos demais volumes não foram constatadas imagens", diz trecho da perícia realizada pela Polícia Federal.
A Justiça ainda decidirá sobre a quebra de sigilo e sobre a competência do caso, se será estadual ou federal.
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